58º ANIVERSÁRIO
DO MOVIMENTO CÍVICO-MILITAR
DE 31 DE MARÇO DE 1964
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O link acima dá acesso à lançada pelo JORNAL INCONFIDÊNCIA, sendo necessário aumentar o zoom para 175%.
Essa “EDIÇÃO HISTÓRICA” foi dedicada, pelo Jornal Inconfidência, "àqueles que —não tendo vivido a época que precedeu o Movimento Cívico-Militar de 1964 e, consequentemente, não conhecendo a verdade dos fatos que marcaram aquele acontecimento— - têm sido o alvo preferencial da mídia facciosa e dos revanchistas, quando tratam dessa matéria."
www.jornalinconfidencia.com.br
Foram apresentados conceitos gerados na caserna, manifestações livres e isentas, editoriais, opiniões, depoimentos, manifestos e notícias dos principais órgãos formadores de opinião e de membros da sociedade brasileira, que conclamaram e convocaram as Forças Armadas para uma atuação firme e decisiva, naquele momento importante da nossa História.
A mídia brasileira possuía muita independência, nacionalismo e o
seu patriotismo era verdadeiro e consciente.
MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE
A REVOLUÇÃO
CONTINUA NECESSÁRIA,
PARA ACABAR
COM O ATUAL ESTADO DE ANARQUIA
E COMEÇAR A CRIAR
UM BRASIL JUSTO E CIVILIZADO
Na REALIDADE
EXISTE hoje apenas a TERCEIRA OPÇÃO, mais democrática,
mais eficiente, com muito mais CONFIANÇA do SOBERANO do
ESTADO (o
POVO) – que é um
GOVERNO
de REGIME MILITAR PROVISÓRIO, por intermédio de uma
REVOLUÇÃO CÍVICO MILITAR.
Esta OPÇÃO
foi quase totalmente AFASTADA exatamente pela ESTRATÉGIA
eficiente e inteligente do COMANDO COMUNISTA, que USURPOU
o PODER DEMOCRÁTICO no PAÍS, com total DOMÍNIO
sobre os TRÊS PODERES, sobre a MÍDIA CORRUPTA e tendenciosa
ideologicamente, e sobre uma parte poderosa do EMPRESARIADO, com
dirigentes inescrupulosos e gananciosos, que organizaram uma poderosa estrutura
político partidária baseada em “MOVIMENTOS” considerados populares,
e assim, realizaram o IMPEACHMENT de uma PRESIDENTE
(mais do JUSTO, é claro e evidente) e a PRISÃO de um
ex-Presidente (também JUSTA, clara e evidente).
O que EXISTE
na REALIDADE é uma SIMULACRO de SISTEMA POLÍTICO
e de JUSTIÇA,
que faz o MUNDO e uma IMENSIDÃO de brasileiros, menos
esclarecidos, e muitos até de boa formação (mas FANATIZADOS pela FALSA
DICOTOMIA), e até os MILITARES, pensarem e ACREDITAREM
que NESTE PAÍS as INSTITUIÇÕES estão realmente FUNCIONANDO.
O PATRIOTISMO
já JOGARAM na lata do LIXO, em nome da MANUTENÇÃO
permanentemente de um PODER COMUNISTA, subordinado ao FORO
de SÃO
PAULO, e outros ÓRGÃOS INTERNACIONAIS, e do ENRIQUECIMENTO
dos seus LÍDERES, parentes e amigos.
Hoje, temos um NOVO PRESIDENTE que foi CONSAGRADO,
pelo COMANDO
COMUNISTA e pela MÍDIA corrompida, nacional e
estrangeira, como DE DIREITA, até mesmo de direita radical, somente porque sua
formação de origem foi o EXÉRCITO BRASILEIRO, mas que seguiu
sua CARREIRA
POLÍTICA participando e conhecendo a fundo, durante muitos anos, esse CONGRESSO
NACIONAL APODRECIDO.
Há quase 3 anos, meus irmãos postaram a foto de meu pai, ALCY
NAVARRO VIEIRA MAGALHÃES, na REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA de 1932,
e hoje, ao procurar a citação de sua participação, percebi o quanto seria NECESSÁRIO
o POVO
brasileiro ENTENDER a IMPORTÂNCIA das REVOLUÇÕES para SANEAR
as GRAVES
INJUSTIÇAS, CORRUPÇÃO e
FRAUDES POLÍTICAS que têm acompanhado o BRASIL desde a sua INDEPENDÊNCIA.
E POR
QUE tantas CRISES e REVOLUÇÕES? Perguntariam os mais interessados.
Nas minhas
pesquisas e estudos (por mais de 15 anos)
sobre a TEORIA e a HISTÓRIA da POLÍTICA, conclui, em meu
LIVRO
EVOLUÇÃO CIDADÃ, que o BRASIL nunca VIVEU
uma DEMOCRACIA,
mas
sim uma OLIGARQUIA HEREDITÁRIA e NEPOTISTA, desde
a Proclamação de sua INDEPENDÊNCIA, que veio acumulando VÍCIOS
e DEFEITOS, e hoje essa OLIGARQUIA teve o
acréscimo de muita CORRUPÇÃO, e pior, do COMUNISMO,
onde os impera uma ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA perigosíssima – o CRIME POLITICO ORGANIZADO, que FAZ
as LEIS,
INDICA os GOVERNANTES, INDICA e
APROVA os JUÍZES SUPREMOS do BRASIL, mantendo os CRIMINOSOS
e CORRUPTOS LIVRES e IMPUNES e agravando e generalizando
a VIOLÊNCIA
por todo o PAÍS.
O Presidente CASTELO BRANCO implantou um NOVO
SISTEMA POLÍTICO, mas que ainda concedia força excessiva às CAPITANIAS
HEREDITÁRIAS, ou FEUDOS dos CORONÉIS da POLÍTICA
(os ESTADOS), o que foi imediatamente DESMONTADO após a
devolução do poder aos POLÍTICOS e a sanção da MALFADADA
CONSTITUIÇÃO de 1.988. Tudo VOLTOU ao que era a VELHA
POLÍTICA, com dois AGRAVANTES: COMUNISMO em implantação
e CORRUPÇÃO
mais generalizada e poderosa.
ACOMPANHEM
o que aconteceu por intermédio dessas REVOLUÇÕES narradas no
Livro EVOLUÇÃO CIDADÃ:
“A CONSTITUIÇÃO
de 1.891
havia estabelecido o VOTO ABERTO nas eleições, o que
permitiu aos “CORONÉIS” o acesso ao voto de seus
"subordinados", e assim pressioná-los, induzi-los ou impor-lhes o
voto, de onde surgiram os famosos "CURRAIS ELEITORAIS",
como ficaram conhecidos os agrupamentos de eleitores sob o controle de um “CORONEL”,
CIVIL, geralmente fazendeiro, indicado e nomeado pelo governo dominador
de então, frutos de uma estrutura socioeconômica que mantinha características
do PERÍODO COLONIAL.
O
apoio político de “CORONÉIS”, e seus CURRAIS ELEITORAIS,
foi utilizado para que os POLÍTICOS tivessem o PODER de CONTROLAR o
ESTADO OLIGÁRQUICO, tanto para o caso do governo federal, quanto
para os estaduais, e principalmente, os municipais, o que transformou a
política em UM NEGÓCIO, por vezes bem LUCRATIVO,
com trocas de favores por votos, o fisiologismo usual. Esses favores consistiam
na construção de açudes em fazendas, com verbas públicas, controle de
financiamentos nos bancos do Estado, manipulação alfandegária e utilização de
subsídios, entre outros, que dependiam do dinheiro público, portanto, quem
controlasse a torneira do dinheiro público, poderia negociar politicamente com
bastante tranquilidade.
Como hoje, o controle das VERBAS PÚBLICAS já era extremamente CONCENTRADO
no GOVERNO FEDERAL, no Presidente da República e no CONGRESSO
NACIONAL, que tinha grandes possibilidades de NEGOCIAR APOIO, junto aos
GOVERNADORES dos Estados e suas bancadas no Congresso Nacional,
em troca dos repasses de verbas do Governo Federal para os governos estaduais e
municipais. Assim, estes podiam cumprir promessas junto às suas bases, engordar
suas caixinhas de campanha eleitoral, e garantir a reeleição, ou a eleição do
seu sucessor.
Esse MECANISMO
foi utilizado para conseguir MAIORIA no CONGRESSO
NACIONAL para governar e, ao mesmo tempo, garantir apoio para o
candidato governista nas eleições futuras, o que ficou conhecido como "A
POLÍTICA dos GOVERNADORES” ou a “POLÍTICA do CAFÉ com
LEITE”. Dominada pelos Estados de SÃO PAULO e MINAS
GERAIS, a partir de 1.906, produziu uma alternância na
Presidência da República entre os membros das OLIGARQUIAS MINEIRAS e
PAULISTAS. Dessa maneira, o poder do Estado ficou por muitos anos nas
mãos dos BARÕES do CAFÉ, que controlavam a maior
parte da economia brasileira.
Podemos
assim definir que a REPÚBLICA OLIGÁRQUICA é uma estrutura
política em que o domínio público, aquilo que É DE TODOS, é utilizado
por um PEQUENO GRUPO, para satisfazer os seus PRIVILÉGIOS e IMPOR
os seus projetos, e CONTINUA em VIGOR no
BRASIL até
os dias atuais.
Esse conceito da REPÚBLICA OLIGÁRQUICA reflete fielmente
a REALIDADE
HISTÓRICA BRASILEIRA de 1.889 até 2.018, com muito MENOS
INTENSIDADE no período do ESTADO NOVO, de 1.937 a 1.945, sob o
governo de GETÚLIO VARGAS, e no período dos GOVERNOS
MILITARES, de 1.964 a 1.985.
Após
a I GUERRA MUNDIAL surgiram movimentos populares e intelectuais
na sociedade brasileira CONTRA as OLIGARQUIAS POLÍTICAS. O MOVIMENTO
OPERÁRIO eclodiu nas CIDADES que estavam se INDUSTRIALIZANDO,
o CANGAÇO expunha a falência social no interior do nordeste, e o TENENTISMO
refletia o DESCONTENTAMENTO POLÍTICO, não só entre o OFICIALATO
das FORÇAS ARMADAS, como também de SETORES
MÉDIO-URBANOS da sociedade brasileira. Na mesma linha de raciocínio, o
movimento cultural denominado MODERNISMO expressou uma RUPTURA
com os valores culturais, defendidos pelas OLIGARQUIAS que
dominavam o poder.
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O
regime de governo não ia bem, pois a REPRESENTAÇÃO POPULAR SEMPRE FOI uma
FARSA. As FRAUDULENTAS ELEIÇÕES, feitas pelos chefes
políticos, ou "CORONÉIS", que mantinham no poder os
seus representantes, provocavam um natural DESEJO de REFORMAS,
que encontrou eco, sobretudo, entre a oficialidade mais jovem, crescendo assim
o "TENENTISMO" que admitia ser a CORRUPÇÃO, o
VÍCIO FUNDAMENTAL do regime.
A
escolha dos candidatos à sucessão presidencial foi o ESTOPIM para
uma importante REVOLUÇÃO da História republicana. Os prováveis
candidatos eram JÚLIO PRESTES, GETÚLIO VARGAS e ANTÔNIO CARLOS de ANDRADA,
mas as simpatias do CATETE giravam em torno de Júlio Prestes,
governador de São Paulo. Novamente, de acordo com a política do café-com-leite,
era a vez de o candidato ser mineiro e o governador de Minas Gerais, Antônio
Carlos de Andrada, aspirava à sucessão presidencial.
GETÚLIO
VARGAS, que deixou a Pasta da FAZENDA, e governou o RIO
GRANDE do SUL, atenderia as divisões e ressentimentos
locais, de nunca ter havido um rio-grandense como presidente da República.
Vargas tratou de apaziguar os grupos políticos antagônicos do seu Estado,
formando uma "FRENTE ÚNICA". Surgiu em São Paulo o
Partido Democrático, reunindo a liderança local dissidente, que se agrupou em
torno de Getúlio Vargas, como dois grandes focos de REBELDIA à POLÍTICA
DOMINANTE, e que passou a contar com o apoio de João Pessoa, na
Paraíba, como candidato à vice-presidência.
As ELEIÇÕES
para os cargos de PRESIDENTE e Vice-Presidente da
República foram realizadas no prazo previamente determinado, com muitas
FRAUDES de ambos os lados. O resultado final foi favorável a Júlio
Prestes, que não chegou a tomar posse, vez que, vinte e dois dias antes de
terminar o mandato presidencial de WASHINGTON LUÍS, a REVOLUÇÃO
SE INICIOU. Foi a chamada REVOLUÇÃO de 30, liderada
por GETÚLIO VARGAS.
A
frase de ANTÔNIO CARLOS " façamos a revolução, antes que o
povo faça" evidencia que se admitia a existência de um clima
revolucionário, pois a insatisfação com o regime havia atingido um nível muito
alto, conforme se entende pela transcrição do jornal a seguir:
(http://www2.uol.com.br/rionosjornais/rj32.htm)
"Triumphou
hontem em toda a linha, pela intervenção dos generaes que intimaram o
Presidente da Republica a deixar o poder, triumphou desde as primeiras horas
nesta capital e pode-se considerar victoriosa em todo o paiz, a revolução
desencadeada por Minas Geraes, Rio Grande do Sul, Parahyba e elementos de
outros Estados, contra o governo da Republica.
Movimento
de reivindicações legitimas, necessarias à normalização do paiz, perturbado
pelas injustiças do poder - foi uma revolução eminentemente civil, dos
elementos politicos e populares dos governos estaduaes IRMANADOS COM O POVO,
a que as FORÇAS ARMADAS do EXERCITO e
da MARINHA, confraternizadas com a Nação, como sempre, em
todas as PHASES GRAVES da nossa HISTÓRIA, déram o CONCURSO
INDISPENSÁVEL a uma decisão mais rápida. Minas Geraes teve, por seu governo
e pelo seu povo, um papel preponderante nesta grande jornada cívica.
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Estamos
seguros de que vão abrir para o Brasil um novo acto de garantias effectivas, de
trabalho, de progresso, e civilização.
LIBERDADE e JUSTIÇA sejam o lemma desse periodo
historico, que se abre para a nossa patria, deante do olhar vigilante do
continente e do mundo. Liberdade, autoridade, direito, justiça - tudo isso temperado
pela equidade, emanação da bondade constructora. Bondade que desarma e
pacifica, fundando os alicerces do edificio social no coração do povo,
fraternisado e feliz. VIVA A REPUBLICA! VIVA O BRASIL UNIDO e FORTE!"
A Patria, 25 de outubro de 1930.”
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Como
sempre, desde os tempos da descoberta, o mesmo GRAVE PROBLEMA do BRASIL
esteve presente na REVOLUÇÃO de 1.930: a
principal proposta revolucionária era o SANEAMENTO da POLÍTICA,
pela ELIMINAÇÃO dos VÍCIOS do SISTEMA
ELEITORAL, e a escolha dos governantes pela competência.
E
outro mecanismo que voltou dos TEMPOS da MONARQUIA,
o Decreto-Lei, hoje chamado de MEDIDA PROVISÓRIA, é uma
solução que VILIPENDIA a INDEPENDÊNCIA dos
PODERES, e geralmente prejudica totalmente a população, pois é
utilizado a BEL PRAZER dos GRUPOS OLIGÁRQUICOS que
estiverem comandando o País. Só poderia ser admitido em situação de SANEAMENTO
da ORDEM, das INSTITUIÇÕES e do PAÍS,
no caso de fechamento do Congresso, e mesmo assim, nunca deveria perdurar por
um período longo.
Foram nomeados INTERVENTORES para os ESTADOS,
reorganizando o poder em cada ente federado, mas a protelação de uma CONSTITUIÇÃO
para o País, e a insatisfação com o interventor do Estado de São Paulo, geraram
a REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA de 1.932, que
compeliu VARGAS à convocação de uma CONSTITUINTE.
GETÚLIO venceu a REVOLUÇÃO, mas percebeu que seria
difícil governar sem as lideranças paulistas e, para não perder o poder, convocou
uma CONSTITUINTE visando a conciliação de diversas tendências.
Assim, os PRINCÍPIOS DESENVOLVIMENTISTAS, defendidos pelo TENENTISMO,
foram completamente atendidos através das conquistas da NOVA
CONSTITUIÇÃO, as lideranças políticas ficaram garantidas e restauradas
no poder, e os ocupantes do poder satisfeitos com o PODER do ESTADO.
Ao
término da SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, GETÚLIO sentiu-se obrigado a REDEMOCRATIZAR
o País, surpreendendo até a oposição, ao convocar eleições, decretar anistia a
presos políticos, e a liberdade partidária e de imprensa. Surgiram 16
NOVOS PARTIDOS, dos quais se destacavam a UDN, o PSD, o PTB e o
PCB. Vargas, porém, alimentava o desejo de CONTINUAR no
governo. Promulgou um Decreto populista como a "LEI
MALAIA", nacionalista; criou o MUT (Movimento de
Unificação dos Trabalhadores) para apoiá-lo e incentivou o "QUEREMISMO",
movimento defensor da convocação de uma constituinte, com Vargas
apoiado até pelos COMUNISTAS.
As oposições, desconfiadas das intenções getulistas, movimentaram-se
juntamente à CÚPULA MILITAR e ARTICULARAM a DESTITUIÇÃO
de GETÚLIO VARGAS, em 29 de outubro de 1.945, tendo
assumido o governo, o PRESIDENTE do SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL, JOSÉ LINHARES, até a ELEIÇÃO e POSSE
do novo Presidente da República eleito, o GENERAL DUTRA, em
janeiro de 1.946. Os primeiros 50 ANOS da REPÚBLICA foram
marcados pela CRISE do LIBERALISMO e pelo PERIGOSO
CRESCIMENTO dos MOVIMENTOS RADICAIS.
De
1.946 a 1.950, o GENERAL EURICO GASPAR DUTRA promulgou a NOVA CARTA CONSTITUCIONAL,
em 18 de setembro de 1.946, de CARÁTER LIBERAL e
DEMOCRÁTICO, que iria reger a vida do País por mais duas décadas.
Restaurou o cargo de vice-presidente da República; instituiu o MANDATO
presidencial de CINCO ANOS; restabeleceu parte da AUTONOMIA
dos ESTADOS
e MUNICÍPIOS (embora permitisse intervenção do governo federal
em questões econômicas e sociais) e a República Federativa Presidencialista.
Determinou
a SEPARAÇÃO e HARMONIA entre os PODERES (o
Executivo, o Legislativo e o Judiciário seriam independentes e funcionariam em
equilíbrio). Portanto, o Presidente Dutra teve o mérito de REORGANIZAR a ADMINISTRAÇÃO
e a POLÍTICA do País, dentro das modernas ideias
democráticas em vigor no mundo na época.
O governo do GENERAL DUTRA ocorreu sob o lema da ORDEM
e do PROGRESSO, sem problemas políticos de monta, e com
um período de um grande desenvolvimento e crescimento econômico, com o CRESCIMENTO
do PIB alcançando a média anual de 7,60%, ultrapassando
a média mundial, que foi de 1,50%, em 6,10% ao ano. Um RESULTADO
FANTÁSTICO para o período, somente igualado no período dos GOVERNOS
MILITARES depois da REVOLUÇÃO CÍVICO-MILITAR de 1.964.
Os
anos que vão de 1.956 a 1.960 assistiram a amplas TRANSFORMAÇÕES
na ECONOMIA do País. A política econômica governamental foi
sistematizada no PLANO de METAS, que priorizava
cinco setores fundamentais da economia: energia, transporte, alimentação,
educação e indústrias de base. Uma VELHA PRÁTICA nacional marcou o QUINQUÊNIO
de JUSCELINO
KUBITSCHECK - JK: USAR o PODER para
FAVORECER os AMIGOS e ALIADOS, tendo usado
o DNOCS, como INSTRUMENTO ELEITORAL nas eleições
estaduais de 1.958, no Nordeste; INCHOU a MÁQUINA PÚBLICA; e
distribuiu muitas BENESSES à apoiadores, correligionários e
amigos.
O
nacionalismo desenvolvimentista, aliado a excessiva quantidade de obras públicas,
querendo fazer o País crescer rapidamente, obrigaram o GOVERNO JK a
fazer grandes EMISSÕES de PAPEL-MOEDA e a recorrer
ao CAPITAL EXTERNO, tecnologia importada e ao CRESCIMENTO
da DÍVIDA
EXTERNA, gerando um PROCESSO INFLACIONÁRIO, que, em 1.958,
provocou uma CRISE ECONÔMICA, impossibilitando a
manutenção do ritmo de crescimento econômico.
A CONSTRUÇÃO de BRASÍLIA favoreceu as EMPREITEIRAS,
principalmente as mineiras, e no CONGRESSO Nacional, a oposição DENUNCIOU
inúmeras vezes o DESVIO de RECURSOS PÚBLICOS,
mas o governo criou muitas dificuldades para a instalação de CPIs,
além de cooptar oposicionistas, como o deputado udenista ANTONIO CARLOS
MAGALHÃES. A mudança da CAPITAL FEDERAL iniciou um processo
de DECADÊNCIA
ECONÔMICA do RIO de JANEIRO, por não ter havido
nenhum PROGRAMA FEDERAL para a TRANSIÇÃO da antiga
capital para o Estado da Guanabara.
MARCO
ANTONIO VILLA, professor de história da Universidade Federal de São
Carlos (SP) e autor de, entre outras obras, ‘Jango, um Perfil’ (editora Globo),
faz os seguintes comentários sobre o governo de Juscelino:
“No
Brasil, temos enorme dificuldade de tratar o passado, especialmente o mais
recente. Qualquer crítica parece uma HERESIA.
No campo econômico é inegável o progresso. Contudo deve ser lembrado o
CUSTO de um CRESCIMENTO SEM o
devido PLANEJAMENTO. A INFLAÇÃO aumentou ano a ano,
cresceu a DÍVIDA EXTERNA e disparou a DÍVIDA PÚBLICA.
A
mudança da capital federal acabou também iniciando o processo de decadência
econômica do Rio de Janeiro: não houve nenhum programa federal que
possibilitasse a transição da antiga capital para o Estado da Guanabara.
Quando
passou o governo a Jânio Quadros, deixou algumas BOMBAS ECONÔMICAS de EFEITOS
RETARDADOS e o País com sérios problemas de crédito externo, pois em 1.959,
em um gesto preparatório para a campanha de 1.965, rompeu com o Fundo Monetário
Internacional.”
Em
artigo publicado no Globo, em 1.958, o economista EUGÊNIO GUDIN dizia
que, a princípio, ninguém deveria ser contrário ao Plano de Metas de Juscelino:
“Mas para REALIZAR TUDO ISSO é preciso um MÍNIMO de ORDEM e
de EQUILÍBRIO na INFRAESTRUTURA, sobre a qual
possam apoiar os novos empreendimentos. Quando os ALICERCES estão ABALADOS,
há que RESTAURÁ-LOS antes de sobre eles construir, seja qual for a
angústia do tempo”, alertava.
O caminho trilhado pelo BRASIL,
que levou o POVO BRASILEIRO a CLAMAR pela REVOLUÇÃO
BRASILEIRA CÍVICO-MILITAR, que ocorreu em 1.964,
praticamente se iniciou nos anos finais do governo de Juscelino, pela atuação
de seu VICE-PRESIDENTE JOÃO GOULART, e pelos acontecimentos
ocorridos a partir da posse do PRESIDENTE JÂNIO QUADROS, com
Jango novamente na posição de Vice.
Uma
grande PROVA de que, apesar dos grandes e inegáveis investimentos, de
suma importância para o crescimento do Brasil, o governo de JK colocou
o BRASIL em uma SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL GRAVE,
além de ter permitido um enorme CRESCIMENTO da CORRUPÇÃO, foi
o mote da CAMPANHA de JÂNIO QUADROS, eleito Presidente com
grande maioria dos votos.
Durante
a CAMPANHA JÂNIO prometeu VARRER TODA A SUJEIRA DA POLÍTICA
NACIONAL, e para isso, adotou uma vassoura como símbolo de
campanha:
“Varre,
varre, vassourinha
Varre,
varre a BANDALHEIRA
Que o
POVO JÁ ESTÁ CANSADO
De
SOFRER desta maneira
Jânio
Quadros é a esperança
Desse
POVO ABANDONADO (...)”
Desprestigiado junto à opinião pública, combatido pelo Congresso, olhado com indiferença pelos militares, e atacado por LACERDA, JÂNIO tentou uma manobra política para reforçar seu poder: em 25 de agosto de 1961, RENUNCIOU ao cargo, entregando uma carta de renúncia ao Congresso, e publicou uma carta-testamento, dizendo que a pressão de "forças terríveis" haviam motivado sua renúncia.
Como o Vice-Presidente JOÃO GOULART estava em viagem à CHINA
COMUNISTA, na ocasião, o presidente da Câmara dos Deputados, Pascoal RANIERI
MAZZILLI ASSUMIU interinamente o PODER no
próprio dia 25 de agosto. Vários GRUPOS POLÍTICOS do País
associavam JOÃO GOULART à AMEAÇADORA hipótese de
instalação do COMUNISMO no BRASIL. Assim, AUTORIDADES
MILITARES SUGERIRAM ao Congresso Nacional a EXTENSÃO
do mandato de RANIEIRI MAZZILLI, presidente da Câmara,
que assumiu o poder após a renúncia de Jânio. Os MINISTROS MILITARES, já
nesta época, PREVIAM que ela significaria GRANDE AMEAÇA à ordem
e às instituições no Brasil, colocando o País no rumo de uma GUERRA
CIVIL.
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JOÃO
GOULART PRETENDIA
acabar com o DIREITO à PROPRIEDADE, apresentando
no primeiro semestre de 1.963, anteprojetos de REFORMA
AGRÁRIA, que previa a DESAPROPRIAÇÃO de TERRAS
PARTICULARES e emenda constitucional que propunha DESAPROPRIAÇÃO de
IMÓVEIS URBANOS PRIVADOS, sendo os pagamentos
efetuados com títulos da dívida pública, o que forçosamente obrigava a
alteração constitucional. As propostas NÃO FORAM APROVADAS pelo
Congresso Nacional, o que provocou FORTE REAÇÃO por parte dos grupos
de ESQUERDA.
JOÃO
GOULART FORTALECEU os MOVIMENTOS POPULARES,
através do aumento do poderio dos TRABALHADORES URBANOS e da
crescente organização das MASSAS RURAIS e intensificou as
pressões sobre o governo para a implementação das reformas. Em setembro de
1.963, eclodiu a REVOLTA dos SARGENTOS – movimento
dos graduados das FORÇAS ARMADAS (sargentos, suboficiais e
cabos), para que exercessem mandato parlamentar, o que CONTRARIAVA a
CONSTITUIÇÃO de 1.946, tornando-se mais um fator de polarização
política.
JOÃO
GOULART também incentivou os ESTUDANTES a participar de
campanhas e manifestações populares em prol da resolução de problemas
econômicos, políticos e sociais do País, além de lutarem por reivindicações
específicas das IDEIAS COMUNISTAS do Presidente, como era o caso
da reforma universitária, que integrava o rol das chamadas REFORMAS DE
BASE.
A
União Nacional dos Estudantes (UNE), integrou uma ampla frente “ANTI-LATIFÚNDIO”
e “ANTI-IMPERIALISMO”,
que incluía também a Frente de Mobilização Popular (FMP), a Frente
Parlamentar Nacionalista (FPN), o Comando Geral dos
Trabalhadores (CGT) e as LIGAS CAMPONESAS, numa clara
demonstração de preparação de todas as MASSAS POPULARES para a
implantação de uma DITADURA TOTALITÁRIA, aos moldes de MOSCOU
e CUBA, no BRASIL.
Várias
ORGANIZAÇÕES de ESQUERDA estavam representadas na UNE,
entre as quais o PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB), o PARTIDO COMUNISTA do
BRASIL (PC DO B), a AÇÃO POPULAR (AP), a
POLÍTICA OPERÁRIA (POLOP), o que caracterizou a RADICALIZAÇÃO
POLÍTICA no País. Em 1.962, os COMUNISTAS se
dividiram em duas organizações: o PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB),
ligado à URSS, e o Partido Comunista do Brasil (PC
do B), mais próximo da CHINA. Havia ainda a POLÍTICA
OPERÁRIA (POLOP); a AÇÃO POPULAR (AP), ligada à Igreja
Católica; as LIGAS CAMPONESAS, dirigidas por Francisco Julião, e
o próprio PTB, cuja ala mais radical era liderada por BRIZOLA.
Em setembro de 1.963 o GENERAL PERI BEVILAQUA,
Comandante do II EXÉRCITO, sediado em São Paulo, divulgou ORDEM-DO-DIA
CONTRA o MOVIMENTO ocorrido em BRASÍLIA,
com a infiltração esquerdista e a atuação política do Comando Geral dos
Trabalhadores (CGT) nos QUARTÉIS, sendo EXONERADO do
COMANDO.
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A SITUAÇÃO
AGRAVOU-SE em outubro, quando, diante da repercussão de uma entrevista
ao jornal LOS ANGELES TIMES, concedida pelo governador da Guanabara, CARLOS
LACERDA, na qual combatia violentamente GOULART e
criticava os chefes militares, o presidente solicitou ao CONGRESSO a
decretação do ESTADO de SÍTIO, ocorrendo a REAÇÃO
NEGATIVA da maioria dos PARLAMENTARES.
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O ano
de 1.964
iniciou-se com o virtual ISOLAMENTO de JANGO e com o esgotamento
das negociações com o Partido Social Democrático (PSD) e as forças mais
conservadoras, para implementar a agenda do governo. Assim, JOÃO
GOULART organizou uma OFENSIVA POLÍTICA apoiada pelos
PRINCIPAIS GRUPOS de ESQUERDA para garantir o
apoio às reformas de base, comparecendo a uma série de GRANDES COMÍCIOS nas
principais cidades do País, a fim de mobilizar a maioria da população
brasileira em favor das suas REFORMAS COMUNISTAS.
No dia 13 de março de 1.964, em COMÍCIO na estação da CENTRAL
do BRASIL,
no Rio de Janeiro, GOULART proclamou a necessidade de MUDAR
a CONSTITUIÇÃO e anunciou a ENCAMPAÇÃO das REFINARIAS
de petróleo particulares e a possibilidade de DESAPROPRIAÇÃO das
propriedades privadas. LUIZ CARLOS PRESTES, de volta à cena nacional,
não mais como TERRORISTA, mas com grande status, após o seu
retorno de MOSCOU, LIDEROU os COMUNISTAS, que
dominavam todos os SINDICATOS e os PRINCIPAIS CARGOS do
PODER PÚBLICO, e, através de GREVES POLÍTICAS, diárias,
PARALISAVAM o País e demitiam e nomeavam Ministros. ALGO
QUE ESTÁ SE INICIANDO AGORA, para INFERNIZAR o
GOVERNO BOLSONARO.
Os GOVERNADORES CARLOS LACERDA, do Rio de Janeiro, ADEMAR
DE BARROS, de São Paulo, MAGALHÃES PINTO, de Minas Gerais e
outros governadores e políticos (todos civis) PEDIAM o APOIO
do POVO e dos MILITARES para acabar com o GOVERNO
DESASTROSO de JOÃO GOULART. A IGREJA
CATÓLICA, grandes JURISTAS e PROFESSORES universitários
(entre eles, SOBRAL PINTO), empresários e associações
representativas da classe média, principalmente a CAMDE (Campanha da Mulher
pela Democracia), ALERTAVAM a nação para a COMUNIZAÇÃO do
PAÍS, articulavam-se com os MILITARES, manifestavam-se
silenciosamente através de VELAS ACESSAS nas janelas, ou em
marchas pelas ruas das cidades, como a executada em São Paulo no dia 19 de
MARÇO, intitulada "MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA
LIBERDADE", que reuniu mais de um MILHÃO de PESSOAS.
Quem NÃO
VIVEU aquela época, NÃO TEM uma REAL NOÇÃO do
que aconteceu. A IMPRENSA, praticamente SEM EXCEÇÃO, APOIOU
a DERRUBADA do presidente JOÃO GOULART, em
função dos desatinos cometidos, ao propor uma reforma agrária demagógica, que
atingiria todas as grandes fazendas produtivas, num país onde não faltam
extensas áreas improdutivas a serem cultivadas.
Pelas
pesquisas e pelo que se publicou nos JORNAIS da ÉPOCA, que eram independentes
e imparciais, temos a CERTEZA de que:
1. As
FORÇAS
ARMADAS estavam DIVIDIDAS. O próprio EXÉRCITO tinha
regiões inteiras que APOIAVAM o Presidente JOÃO
GOULART (e os comunistas), como o Rio Grande do Sul, que apoiava o
Deputado BRIZOLA e depois se uniu à Revolução, sendo fator decisivo para
se EVITAR
uma GUERRA CIVIL;
2. A MARINHA
estava quase toda com o JOÃO GOULART, que usava os
fuzileiros navais para invadir e tomar as propriedades, como fez com as
refinarias de petróleo e com o Jornal do Brasil;
3. Da
AERONÁUTICA pouco se fala, mas conclui-se que ela estava em cima
do muro, ou mais provavelmente, do lado do EXÉRCITO, pois todos
os seus Oficiais Generais do Alto Escalão eram oriundos da Escola de Aviação
Militar, que foi do Exército, no Rio de Janeiro. A Aeronáutica e o I Exército
permaneceram até os momentos finais INDEFINIDOS, mas em
princípio, ainda APOIANDO o PRESIDENTE da REPÚBLICA.
4. O MAIOR
RISCO que o PAÍS corria era de uma GUERRA que
teria partes do Exército, partes da Aeronáutica e a Marinha quase toda de um
lado, aliadas ao governo João Goulart, à Brizola (RS), ao Arraes (PE) e aos
sindicatos e partidos comunistas, porém, o restante das FORÇAS ARMADAS,
alguns Governadores dos maiores Estados (São Paulo, Minas e Rio de Janeiro)
estavam do outro lado. Seria uma GUERRA SANGRENTA e que poderia
durar anos.
5. A UNIÃO
NACIONAL DOS ESTUDANTES (UNE), integrou uma ampla FRENTE
“ANTI-LATIFÚNDIO” e “ANTI-IMPERIALISMO”, que incluía
também a Frente de Mobilização Popular (FMP), a Frente Parlamentar Nacionalista
(FPN), o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e as Ligas Camponesas, numa
clara demonstração de preparação de todas as MASSAS POPULARES para
a IMPLANTAÇÃO de uma DITADURA TOTALITÁRIA, aos
moldes de MOSCOU e CUBA, no BRASIL.
6.
Várias organizações de ESQUERDA estavam representadas na UNE.
7. Em
1.962,
os COMUNISTAS se dividiram em duas organizações: o Partido
Comunista Brasileiro (PCB), ligado à URSS, e o Partido Comunista do Brasil (PC
do B), mais próximo da China. Havia ainda a Política Operária (POLOP); a AÇÃO
POPULAR (AP), de FHC e SERRA, ligada à IGREJA CATÓLICA;
as Ligas Camponesas, dirigidas por Francisco Julião, e o próprio PTB, cuja
ala mais radical era liderada por BRIZOLA.
8. Na
ÁREA ECONÔMICA, as discussões em torno das REFORMAS DE BASE
causaram uma INSTABILIDADE GERAL e a economia no governo JOÃO
GOULART foi de um evidente DESCONTROLE dos GASTOS
PÚBLICOS, com consequente ELEVAÇÃO da TAXA
INFLACIONÁRIA a patamares reais de 60% ao ano, próximos ao dobro dos
mensurados no governo Jânio Quadros.
9.
Contribuía para este cenário o crescente DÉFICIT OPERACIONAL de EMPRESAS
PÚBLICAS, denunciadas pelos oposicionistas como "CABIDES de EMPREGOS"
e "SUMIDOUROS" do CAIXA FEDERAL, que havia levado o Presidente a
abandonar as premissas de rigor fiscal e a autorizar a emissão de moeda.
Algo
totalmente IDÊNTICO à MANEIRA de AGIR dos GOVERNOS
de ESQUERDA das duas últimas décadas, de FHC, LULA e
DILMA, que DESTRUÍRAM a VALE do Rio Doce,
os sistemas ELETROBRÁS e TELEBRÁS, e QUEBRARAM a PETROBRÁS.
Certamente
a UNIÃO
do POVO
brasileiro, das religiões, de todos os setores da sociedade e a DECISÃO
POLÍTICA e PATRIOTA dos GOVERNADORES dos
Estados mais importantes, principalmente após a realização da formidável MARCHA
da
FAMÍLIA com Deus pela Liberdade, realizada em 19 de março de
1.964, em São Paulo, foi FUNDAMENTAL para AGREGAR novamente
as FORÇAS ARMADAS, que se uniram em defesa da Democracia e do
povo brasileiro, APOIANDO a NAÇÃO BRASILEIRA, e não
um PRESIDENTE, que NÃO RESPEITAVA mais o seu CARGO,
nem a sua CONSTITUIÇÃO.
Em 20
de março de 1.964, o GENERAL HUMBERTO CASTELO BRANCO, Chefe do
Estado-Maior do Exército, enviou uma circular reservada à oficialidade do
Exército, advertindo contra os perigos do comunismo. Esses temores se agravaram
com a eclosão, no dia 28, de uma REVOLTA de MARINHEIROS e FUZILEIROS
NAVAIS no Rio, concentrados na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, PROTEGIDOS
por GOULART, que se recusou a punir os insubmissos, deixando-os sair
livres, o que gerou uma profunda crise entre a oficialidade da Marinha.
O GOVERNADOR
COMUNISTA MIGUEL ARRAES declarava em Recife, nas vésperas de 31 de
março: “HAVERÁ GOLPE”. Não se sabia se ele queria dizer um GOLPE
DELES ou uma REVOLUÇÃO das FORÇAS LEGAIS de RESTAURAÇÃO
da ORDEM
no País.
No
dia 30, GOULART COMPARECEU, na condição de convidado de honra, a
uma festa promovida pela Associação dos Sargentos e Suboficiais da Polícia
Militar, na sede do AUTOMÓVEL CLUBE. A sociedade brasileira
estava apavorada com o rumo dos acontecimentos. Esses eventos PRECIPITARAM
a deflagração do MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO CÍVICO-MILITAR, iniciado
em MINAS
GERAIS, na madrugada de 31 de março de 1.964. Minas
Gerais desce para o Rio de Janeiro, sob a LIDERANÇA do
governador MAGALHÃES PINTO, INICIANDO a REVOLUÇÃO, que se
impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo.
Com a
REVOLUÇÃO CÍVICO-MILITAR de 1.964, o PODER no
BRASIL foi assumido por MILITARES e POLÍTICOS RENOMADOS, com
APOIO POPULAR da IMENSA MAIORIA da população
brasileira, tendo como objetivos, afastar do País as tentativas ilegais de
tomada do poder, por grupos comunistas, que queriam implantar aqui um regime
comunista, nos moldes de Moscou e de Cuba.
A
estratégia política preconizada, e já em execução, no governo de JANGO,
descumpria a Constituição e empregava MÉTODOS MARGINAIS que
utilizavam o CRIME, como ASSALTOS, SEQUESTROS de
autoridades e pessoas importantes, INVASÕES de propriedades
públicas e privadas, FINANCIAMENTO INTERNACIONAL COMUNISTA e a
força das GUERRILHAS.
Outra
EXIGÊNCIA
do povo brasileiro foi a de ACABAR com a CORRUPÇÃO que
se expandia por TODOS os SETORES e PODERES da
NAÇÃO, como se depreende das publicações nos
jornais da época:
"O
Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora basta!" (Correio da Manhã, de 31/03/1964)
“...Sem
povo, não haveria revolução, mas apenas um pronunciamento ou golpe com o qual
não estaríamos solidários.” (O
Globo, de 07/10/1984).
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Imediatamente
após o dia 31 de MARÇO de 1.964, bem como durante todo o período
de 21 ANOS que se seguiu, o GOVERNO BRASILEIRO foi RECONHECIDO
por todos os Países do Mundo Ocidental, e, diferentemente de Cuba e de
outros Países sul-americanos, a ação efetiva da Sociedade Civil e dos
Governadores de Estados, com o apoio militar das Três Forças Armadas foi
efetivada com êxito absoluto, sem desfechar um tiro sequer e sem derramamento
de sangue!
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Até
hoje não
entendi se foi por INGENUIDADE POLÍTICA,
por AUTOCONFIANÇA
EXCESSIVA em sua missão, ou ainda pela boa vontade de acreditarem
que TODOS
ERAM BRASILEIROS e não mais TRAIRIAM a PÁTRIA, os GOVERNOS
MILITARES ACEITARAM um trabalho intensivo de PROPAGAÇÃO da IDEOLOGIA
COMUNISTA, de supressão da verdade sobre os atos dos TERRORISTAS
e MILITANTES
do COMUNISMO, e de MENTIRAS e AGRESSÕES
sobre a REVOLUÇÃO ou FEITOS posteriores dos GOVERNOS
MILITARES, escondendo ou depreciando totalmente a realidade da GRANDE
EVOLUÇÃO e DESENVOLVIMENTO brasileiro reconhecida pelo
mundo inteiro, como o “MILAGRE BRASILEIRO”, que ocorreu 30
ANOS ANTES do “MILAGRE da CHINA” e que foi destruído
pelos GOVERNOS REVANCHISTAS, CORRUPTOS e INCOMPETENTES, que se
seguiram após a saída dos governantes militares.
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Que uma nova REVOLUÇÃO CÍVICO-MILITAR LIBERTE
o BRASIL
desse CÂNCER (VELHA POLÍTICA) da OLIGARQUIA COMUNISTA e
CORRUPTA, com uma CARÊNCIA de 2 a 4 anos, e crie um SISTEMA
POLÍTICO e ORGANIZACIONAL realmente JUSTO, MODERNO e DEMOCRÁTICO,
capaz de prosseguir com um DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO, CONTÍNUO,
a FAVOR
dos CIDADÃOS
e da PÁTRIA.
Rio de Janeiro, 29 de março de 2022 – o Ano
da REGENERAÇÃO
do BRASIL.
Euro
Brasílico Vieira Magalhães - Ten. Cel.
Ref. FAB, Professor e autor do Livro EVOLUÇÃO CIDADÃ, editado em 2015
– All Print Editora, 584 páginas, edição colorida, onde é apresentada a
POLÍTICA
através da HISTÓRIA do Planeta e da Raça Humana e uma PROPOSTA completa de um NOVO
SISTEMA POLÍTICO e ORGANIZACIONAL para o BRASIL, em que se VALORIZA
os CIDADÃOS, as CIDADES e se DIMINUI o
TAMANHO e o PODER do ESTADO, bem como se propõe os MECANISMOS
mais efetivos para FREAR e LIMITAR os poderes dos governantes.
Minha Bandeira é Verde e Amarela!
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