AS RAPOSAS VERMELHAS
 
E AS GALINHAS BRASILIENSIS



Era uma vez um grande e belo País localizado ao sul do Equador e a oeste do meridiano de Greenwich chamado Brasilis.

Brasilis era uma nação enorme, com muita terra, muitas matas e com quilômetros de praias, um lugar paradisíaco, onde em se plantando tudo dá e a sua própria natureza já era muito rica, em águas, em clima, em frutos naturais e no seu subsolo.

Era habitado pela galinhas brasiliensis, espalhadas por todo o seu território, que viviam em pequenas povoações, sem nenhuma preocupação ou ganância, pois tudo que precisavam, tinham ali mesmo, e portanto, pescavam, caçavam, plantavam pouca coisa e cantavam e dançavam muito. Era um povo muito feliz e que vivia assim há milhares de anos.

Um dia, há pouco mais de quinhentos anos atrás, chegaram as costas de Brasilis vários navios trazendo um novo povo, as raposas pretas, que foram bem recebidas e também ofereceram muitos presentes às galinhas brasiliensis, que assim passaram a aceita-las melhor.

Com o passar dos anos, as raposas pretas passaram a vir em número cada vez maior e com muitas armas perigosas e desconhecidas do povo nativo, e assim foram tomando posse de tudo e escravizando as galinhas brasiliensis.

As raposas pretas não tinham grande interesse em viver no paraíso descoberto, mas sim de explorar suas riquezas e por isso exploraram a sua população e as suas terras por muitos anos sem grande interesse na melhoria ou evolução das novas terras.

Com o risco de perda da posse dessas terras para outros povos das nações de além mar, as raposas pretas resolveram então fincar raízes e colonizar de vez a nova terra e assim, passaram a se misturar com as galinhas, surgindo galinhas de raças misturadas, caboclas.

Com a necessidade de mais mão de obra, as raposas pretas trouxeram as galinhas pretas, de outra terra muito grande, a África, para servi-los em tudo o que fosse necessário, desde a agricultura, que mais lhes rendia, até os pesados serviços de carga e de construção, além dos serviços domésticos de suas moradias. 

Assim passou a ocorrer novas miscigenações de todos os tipos de galinhas da terra, surgindo as galinhas indígenas, as galinhas caboclas, as galinhas mulatas e muitas variedades em cada uma delas.

O aumento da população das galinhas foi bem maior do que o das raposas pretas, e a miscigenação das galinhas também crescia, criando uma identidade própria, uma nação brasiliensis e assim o país conseguiu a sua libertação das raposas pretas e se tornou independente da terra mãe das raposas pretas, criando um novo Império no mundo, com um Imperador que era filho do Rei delas. Esse reinado durou 76 anos, mas não conseguiu oferecer paz, liberdade e evolução para todas as galinhas e isso desagradou a toda a população. 

Com a vinda para Brasilis de muitas galinhas brancas e amarelas, de várias partes do mundo, para ocupar todo o seu vasto território, e não como escravas, o aumento da população das galinhas foi muito grande e o número das raposas não cresceu tanto, e com as mudanças de filosofia e de educação em todo o nosso planeta Terra, as raposas se viram obrigadas a abolir a escravidão das galinhas indígenas e depois das galinhas pretas.

Mas a insatisfação era tão grande que as galinhas brasiliensis, agora bastante miscigenadas, aclimatas e incorporadas a um novo sentimento de uma nacionalidade multirracial, uma grande evolução a nível de raça humana no planeta, resolveu criar uma sociedade própria, que chamou de República.

Esse novo País, uma grande e jovem República de uma Federação de Estados, apesar de muitas crises em sua recente história, vinha evoluindo e crescendo sempre mais do que a média dos países do mundo, até o início dos anos 1.990. 

Daí para a frente a República das galinhas começou a fraquejar, a se deteriorar e a perder terreno na sua evolução a nível internacional, inclusive perdendo muitas posições na qualidade de vida de sua população (85º lugar no mundo). A educação e a saúde passaram a ser uma das piores de todo o planeta, apesar do país ser o 7º mais rico. Na desigualdade de renda ele está em 82º lugar. E as galinhas brasiliensis passaram a ter uma vida cada vez mais difícil, trabalhando demais, perdendo muito tempo nos deslocamentos, vivendo com medo e assustados com tanta violência e tantas dificuldades. O que terá ocorrido?

No ano de 1.917 houve uma grande revolução no continente das raposas, e as raposas vermelhas ficaram muito poderosas em vários países e resolveram conquistar e dominar todo o mundo. Assim enviaram seus representantes para formar novas raposas vermelhas em nossa terra Brasilis.

Pouco a pouco elas foram crescendo dentro do país e transformando muitas galinhas brasiliensis em raposas vermelhas, até que, em 1.935, elas tentaram tomar o poder à força, com revoltas e assassinatos de muitas galinhas brasiliensis patriotas em vários Estados – foi chamada de intentona comunista. Elas perderam a batalha e foram proibidas de atuar na política de Brasilis. 

Mas não desistiram e continuaram atuando na clandestinidade, levando muitas galinhas brasiliensis que não possuíam grande patriotismo a realizar cursos e se aperfeiçoar para a tomada do poder, nos países em que as raposas vermelhas dominavam ditatorialmente, chamados União Soviética (URSS), China e Cuba. 

Pouco a pouco, as raposas vermelhas foram ampliando o seu domínio e o seu convencimento de uma grande parcela de galinhas brasiliensis mal esclarecidas e que não davam grande valor à sua nacionalidade, à sua terra paradisíaca ou à sua soberania, e por isso, aceitavam dominar sua terra para entregá-la à um país estrangeiro, até que conquistaram uma grande fatia dos serviços do Estado, alguns governadores de Estado e o próprio Presidente, mas eram contidas pelo congresso nacional de Brasilis. Assim, tentaram dar um Golpe de Estado, em que fechariam esse congresso e se utilizariam de seus sindicatos e parte da tropa de militares já dominados.

Então aconteceu um grande milagre: a grande maioria das galinhas brasiliensis multirracial e patriotas se uniu, se movimentou em grandes manifestações populares, chegando uma delas, na cidade de São Paulo, a um milhão de pessoas, chamada de Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em uma época que Brasilis tinha pouco mais de 50 milhões de habitantes. Essa reação uniu políticos de grande respeito e liderança (ainda existia esse tipo de bicho) e as Forças Armadas (formada agora totalmente por galinhas brasiliensis) ouviram o grande clamor de toda a população e dos políticos ainda confiáveis e partiu para o Contragolpe, criando assim uma Revolução popular e militar de 31 de março de 1.964, que colocou o País novamente nos trilhos e o fez crescer e evoluir muito, durante 21 anos de reconstrução, com 46% a mais do que o crescimento dos demais países do mundo.

Mas as raposas vermelhas não desistiram, e passaram a agir na clandestinidade, com ações terroristas urbanas e rurais, que destruiu muito patrimônio público e privado, além de tirar a vida de muitos brasiliensis inocentes em seus ataques, muitos deles com explosões de bombas terríveis. Foram combatidos sem tréguas e alguns morreram em combate, uma grande parte foi expulsa do país e outra parte fugiu para o exterior. Uma outra parte das raposas vermelhas continuou no país, e silenciosamente foi se infiltrando na mídia, nos serviços públicos e principalmente nas Universidades. 

Os Governos Militares das galinhas brasiliensis estavam tão preocupados com o crescimento do país e a evolução de seu povo, que, em sua ingenuidade, acreditando que toda a população vivia feliz com a nova qualidade de vida, se descuidou, anistiou as galinhas exiladas, que não eram mais galinhas, mas apenas raposas vermelhas com vestes de galinhas, e elas retornaram com mais força e maior domínio sobre a população das galinhas brasiliensis, até que, em 1.994, tomaram pela primeira vez o poder, com uma raposa vermelha marxista presidindo o país.

Daí para a frente a vida das galinhas brasiliensis foi se tornando um inferno, sem direito a mais nada que funcionasse a contento e trabalhando novamente como escravas, por mais de cinco meses do ano, só para sustentar o luxo das raposas vermelhas que já estavam no comando, mas ainda não detinham todo o poder, pois tinham medo das galinhas brasiliensis militares e de parte da justiça do país, além de tentarem prosseguir lentamente com suas mudanças para serem aceitas internacionalmente com a roupagem de uma democracia.

Mais uma vez uma grande parte da população das galinhas brasiliensis resolveu defender seu país, suas famílias e o seu direitos, principalmente o de ter novamente uma democracia real com grande participação do povo. E saiu às ruas em grandes massas humanas, quase parando o País. Foi uma coisa linda de ver, principalmente quando se juntaram as galinhas brasiliensis de todas idade, inclusive muitas crianças.

A raposa vermelha presidenta então prometeu cuidar das galinhas brasiliensis. Vocês já viram isso – UMA RAPOSA CUIDAR DO GALINHEIRO? E prometeu o melhor dos mundos daqui para a frente, como se já não estivesse por mais de dez anos à frente do poder, como todas elas têm feito há quase cem anos, sem nunca cumprir nada. Foi à REDE RAPOSONA GLOBAL, que colocou todo o seu aparato tecnológico nessas novas e maiores mentiras, e preparou todo o seu esquema de mais uma vez enganar as galinhas brasiliensis.

Juntou todas as grandes raposas chefes da maioria dos Estados e partidos políticos (todos unidos numa máfia só) e armou sua nova estratégia para que elas, as raposas vermelhas, permaneçam eternamente no poder, aproveitando uma das maiores bandeiras das galinhas brasiliensis, se propôs a realizar um PLEBISCITO para fazer a REFORMA POLÍTICA – só que criando uma NOVA CONSTITUIÇÃO!

Muito inteligente essa ação, pois as galinhas brasiliensis até podem acreditar que uma nova Constituição irá fazer uma grande reforma política. Irá, sim, fazer como tem feito nas últimas eleições de Brasilis. O povo acredita que escolhe quem já foi previamente escolhido pelo Alto Comissariado das raposas vermelhas, e colocam o seu dedo em uma tal de FRAUDURNA, pensando que estão votando, um grande direito democrático, e os mesmo continuam sempre mandando e tomando conta de nosso imenso galinheiro, nos dando só o direito à uma ração vagabunda e ficando com o banquete e maior parte do bolo nacional. 

Então iremos votar no plebiscito, para que as Raposas Vermelhas, indicadas pela Presidenta Raposa Vermelha, escrevam uma Nova Constituição totalmente vermelha. FIM DA DEMOCRACIA BONITA E JOVEM DAS GALINHAS BRASILIENSIS E INÍCIO DE UMA NOVA REPÚBLICA COMUNISTA EM TERRA BRASILIS. A GRANDE CUBA DO COMUNISMO MUNDIAL.

E AS RAPOSAS VERMELHAS CONSEGUIRAM FINALMENTE DOMINAR TODO O GALINHEIRO DE TERRA BRASILIS! 

SERÁ QUE AS JOVENS GALINHAS BRASILIENSIS, IMBÚIDAS DE GRANDES IDEAIS DEMOCRÁTICOS E DE CONHECIMENTO DE UM MUNDO MODERNO E MELHOR, CONSEGUIRÃO VENCER MAIS ESTA BATALHA?

Não deu ainda para terminar com a maravilhosa frase de que as galinhas brasiliensis, um povo multirracial, trabalhador, bom e cheio de amor por sua Pátria, conseguiram vencer mais esta batalha e foram felizes para sempre!!!

Euro Brasílico Vieira Magalhães 

24 de junho de 2.013 – Dia de São João, o maior “arraiá” das felizes galinhas brasiliensis.
O GIGANTE ACORDOU!

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